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Qualidade e Testes de software

Testes de Software: Surgimento

Bom, vamos começar do início!
Neste post vou compartilhar um pouco do que aprendi sobre a história do surgimento dos testes de software!  Boa leitura!

A constante evolução de metodologias de desenvolvimento de software, e a busca por produtos e serviços com maior qualidade e confiabilidade, além de baixo custo são as principais motivações  de se testar um software.

No decorrer das décadas de 70, 80 e 90 os testes de software eram executados basicamente pelos desenvolvedores, e feita no fim do processo de desenvolvimento, conforme descrito por Bastos et al (2007). Estes executavam testes que, hoje, são definidos como “Testes Unitários” e “Testes de Integração”, os quais visam respectivamente testar cada unidade lógica de um sistema (no caso de um sistema orientado a objetos, podemos citar os métodos, classes ou objetos) e testar a integração destas unidades, a fim de identificar se o comportamento em conjunto das mesmas corresponde ao que foi especificado.

Além dos desenvolvedores, os clientes executavam os chamados “Testes de Aceitação” que podem ser definidos como:

Teste operacional realizado por usuários/consumidores existentes/potenciais em um local externo, sem envolvimento dos desenvolvedores, a fim de determinar se um componente ou sistema satisfaz, ou não, as necessidades dos usuários/consumidores e se encaixa dentro dos processos dos negócios. O teste beta é freqüentemente utilizado como uma forma de teste de aceitação externo para o off-the-shelf software (software de prateleira) e para assim obter feedback do mercado. (VEENENDAAL, 2007, p.44).

Em paralelo, ALATS (2009) descreve que até a década de 90, testar o software era uma tarefa executada somente ao final da fase de construção do mesmo.

Com o passar do tempo e o aumento da complexidade dos softwares, tais testes passaram a não ser suficientes para detectar a quantidade necessária de defeitos,  estes que viriam ser identificados durante ou mesmo após o processo de implantação. Com esta situação, observou-se o aumento nos custos de manutenção, e  em paralelo à diminuição da qualidade dos produtos de software.

Em 1979, Glenford Myers publicou o livro “The Art of Software Testing”, que se tornou desde então uma referência no que diz respeito a bibliografia disponível na disciplina de testes de software. Neste livro, Myers propõe que testar não tem o intuito de provar que um software não tem defeitos, e sim procurá-los e identificá-los.

O surgimento do documento denominado Plano de Testes ocorreu em 1988, quando David Gelperin e Bill Hetzel escreveram um artigo para a revista “Communications of the ACM”. Segundo Alats (2009) este artigo, os autores descreviam um processo de evolução de testes, juntamente com um modelo de planejamento que viria a ser referência até a atualidade.

REFERÊNCIAS

ALATS, Associação Latino-Americana De Teste De Software. MPT – Melhoria de Processo de Teste Brasileiro. Versão 1.3.6, 2009. Disponível em: PROIMPE . Acesso em: 17 de julho de 2011.

BASTOS, Anderson et al. Base de conhecimento em teste de software. 2ª Ed. Niterói. Martins Fontes, 2007. 263p.

VEENENDAAL, Erik et al. Glossário padrão de termos utilizados em Teste de Software. Versão 1.3br. Glossary Working Party, 2007. 55p.

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